2/07/2008

carrosel de milton


Meu coração descansa milton. um coração respira milton.travesseiro com agruras de milton.arranco minha útlima camada de casco rejeitado. milton suspira na canção, me cheira inteira.milton.toca os pés, dança o corpo que estremesse no sofá. o sono dos insetos que moram na cozinha.milton, um rio silencioso que desenha as matas com uma delicadeza de falta.de folha nova em galhos verdes. milton descansa os passarinhos das gaiolas.abre os postais de paisagens que desenham as janelas de um trem mais manso.milton se deita nu, no sol entre as geleiras.desce da mais alta torre de corais que envolvem música e mar, cadência de água chegando na encosta de areia. carrosséis para o infinito.milton dá a certeza entre os vales que há. milton vem dos vales. vale dos sonhos entre nuvens.carrossel de vozes celestes. milton e a trombeta que escorre o soltar de um espírito, que desemboca no mar,mar. mar que milton não nasceu. mar que milton descobriu entre ar e onda, entre as mais doloridas


montanhas da voz.

2 comentários:

Enzo Potel disse...

lindo... demais da conta...

Priscila Lopes disse...

Muito bom!

Foste criativa e soubeste conduzir...

Especial mesmo.


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Abraços!